Respostas que deixam de ser suas.
O instituto conduz estudos de percepção: como um mercado enxerga as organizações que atuam nele. Quem responde não se identifica, e nenhuma resposta individual é divulgada — só a distribuição que elas formam juntas.
Medimos percepção, que é diferente de medir desempenho.
Uma organização pode entregar bem e ainda assim não ser lembrada. Pode ser lembrada e ser mal avaliada. Percepção e desempenho são coisas separadas, e só a primeira explica por que uma marca entra ou não na lista de quem decide uma compra.
Os estudos são comparativos: a organização é avaliada ao lado das outras do seu mercado, no mesmo questionário e na mesma escala. Sem esse enquadramento, uma nota isolada não significa nada — não há contra o que compará-la.
O que acontece com o que você responde.
Três etapas, nessa ordem.
Desenho, campo e apuração. A ordem não é burocracia: perguntar a nota antes de perguntar o reconhecimento contamina a lembrança, e calcular a média sobre quem nunca ouviu falar da marca produz um número que parece significar uma coisa e significa outra.
Se dá para saber quem respondeu, a resposta muda.
Anonimato não é um detalhe de privacidade, é uma condição de validade. Numa grade comparativa, quem sabe que pode ser identificado suaviza as notas — e o estudo passa a medir o cuidado do respondente, não a percepção dele.
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